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Atos falhos

Atos falhos são erros verbais ou comportamentais que revelam desejos inconscientes recalcados. Normalmente, quando há sobrecarga nas funções defensivas do ego, o desejo que estava reprimido é capaz de se manifestar, caracterizando o ato falho e evidenciando o sintoma.

Os atos falhos podem ocorrer:

– Na linguagem: trocar uma palavra por outra na hora de falar, ler ou ouvir;
– Na memória: esquecer de fazer algo que deveria fazer, esquecer um nome, palavra etc.;
– No comportamento: pisar em falso, derrubar algo no meio de uma conversa, quebrar algo etc.

Exemplos de atos falhos:

– Chamar a(o) atual namorada(o) pelo nome da(o) ex, evidenciando a permanência do alvo libidinal e sua transferência;
– Durante uma conversa, derrubar “inadvertidamente” algum objeto, evitando assim o que gera ansiedade e manifestando a pulsão destrutiva recalcada sobre o mesmo;
– Esquecer uma palavra, impossibilitando tanto o início quanto a continuidade de uma conversa.

Os desejos manifestados pelos atos falhos sempre serão atualizações de desejos arcaicos (que trazemos desde a infância). Isto é, trocar o nome da(o) atual pelo nome da(o) ex não significa desejo pela(o) ex necessariamente, mas sim pelo objeto que cumpre essas funções libidinais e destrutivas.

Marcações:

5 comentários em “Atos falhos”

  1. Miriam Machado de Almeida

    Muito interessante. Eu quando estou muito sobrecarregada, incorro também nisso de sair de um cômodo da casa para pegar alguma coisa e no meio do caminho, me distrair com algo e esquecer o que estava indo pegar. aquela pergunta: o que estava indo fazer mesmo? Aí depois de um tempinho vc lembra. Como um lapso, seria isso?

  2. Tatiana dos Santos Araújo

    Quem nunca cometeu atos falhos?
    Atitudes que são representadas por desejos ou repreensões escondidas no inconsciente, que podem surgir de maneira natrural.

  3. Liliane Trovati Vieira Chaves

    Interessante como o ego nos protege do “medo de morte, abandono, rejeição, etc.” do inconsciente. Agora que trazemos ao cognitivo situações tão corriqueiras como trocas de nomes, esquecimentos, atos estabanados, percebemos o quanto somos humanos e cometemos atos falhos constantemente. Bem-vindos à vida!

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